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A filosofia de Aristóteles oferece um arcabouço robusto para analisar questões sociais, partindo do conceito de Eudaimonia, ou "florescimento humano", como o propósito final da vida. Este florescimento não é um prazer momentâneo, mas uma vida de atividade virtuosa guiada pela razão. Central a essa ideia é a concepção do ser humano como um "zoon politikon" (animal político), um ser inerentemente social que só pode alcançar a Eudaimonia dentro de uma comunidade (pólis). Portanto, o propósito do Estado não é apenas governar, mas criar as condições para que todos os cidadãos possam viver bem e desenvolver suas virtudes. Para isso, a justiça é fundamental, especialmente o princípio de equidade, que defende "tratar desigualmente os desiguais na medida de suas desigualdades". Isso significa que uma sociedade justa deve fornecer recursos e oportunidades adaptadas às necessidades de cada um, permitindo que todos os indivíduos realizem seu potencial e contribuam para o bem comum. A ausência dessas condições impede a realização da própria natureza humana, tornando a filosofia aristotélica uma poderosa ferramenta crítica.
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