O viés anarquista existente nos movimentos de 2011, mesmo que não seja explicitado na teoria, choca-se com o programa muitas vezes reformista e regulacionista do capitalismo, como se vê no manifesto dos Indignados espanhóis. Se em geral é verdade, como escreve Vadimir Safatle, que “não dá pra confiar em partidos, sindicatos, estruturas governamentais”, sua conclusão é muito mais controversa: “a época em que nos mobilizávamos tendo em vista a estrutura partidária acabou” [...] A construção de um movimento anticapitalista global não pode simplesmente abdicar de partidos, eleições e sindicatos, sob pena de esse espaço continuar a ser ocupado pelos partidos de direita, como ocorreu na Espanha, onde o Movimento dos Indignados foi forte e a abstenção eleitoral, enorme
(CARNEIRO, Henrique Soares. Rebeliões e ocupações de 2011. In. Occupy [David Harvey... et al.] São Paulo: Boitempo: Carta Maior, 2012).
O autor do texto acima fala do viés anarquista (não explicitado) nos movimentos de 2011. O termo (“socialismo anarquista”) aparece também do artigo de David Harvey (2013, p. 32) no livro Cidades rebeldes: passe livre e as manifestações que tomaram as ruas do Brasil (Ermínia Maricato... et al. São Paulo: Boitempo: Carta Maior 2013).
Qual das alternativas abaixo não combina com as ideias que regem o anarquismo: