Leia o texto a seguir para responder à questão.
Consumidor precisa aprender a dizer não
Neste período de poucos negócios e muitos algoritmos que rastreiam nossos hábitos de consumo, o assédio comercial está atingindo as raias do absurdo. É compreensível que as empresas queiram – e precisem – vender mais, mas profusão de e-mails com ‘estamos com saudade’ passa dos limites. Com preços e renda em baixa, o consumidor precisa aprender a dizer não, ou vai pagar caro por sua timidez.
A cena se repete: você acabou de comprar remédios, e a atendente lhe oferece vitaminas. Três dias depois que visitou uma livraria e adquiriu livros, chega um e-mail da loja alegando que você não tem aparecido. Profissionais de sua agência bancária oferecem consultoria de investimentos, planos odontológicos, smartphone financiado, além de outros produtos. Todos correm atrás de dinheiro. Como a maioria das pessoas não tem, os felizardos com emprego bem remunerado ou renda de atividades empresariais são alvo de inúmeros contatos, sugestões e ofertas, muitas ofertas.
A recomendação, prezada leitora, prezado leitor, é: resista. Não se deixe levar por apelos de vendas que não caibam no seu orçamento. Mesmo que digam ser a última chance, que a oferta esteja acabando, que se trate do último item da coleção, agradeça com a máxima gentileza, mas não compre por impulso. Também desconsidere os convites para visitar lançamento imobiliário, caso não tenha interesse em mudar de casa ou investir em imóveis. Só leve os produtos de que realmente necessite. Seja gentil, mas firme.
Antes de ir às compras, faça uma lista do que pretenda comprar, pesquise preços e se prepare para não ceder às dicas, propostas, promoções e sugestões para gastar mais. Os vendedores estão fazendo o trabalho deles, e merecem respeito. Mas você tem todo direito – e o dever, para não ficar inadimplente – de dizer ‘não, muito obrigada, era somente isso’.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ mariaines/2021/10/consumidor-precisa-aprender-adizer-nao. shtml. Acesso em: 5 mar. 2022.
Do ponto de vista de sua tipologia, verifica-se que o