Raça inassimilável e egoísta. Ingrata, sem patriotismo e altamente prejudicial ao país que a abriga. Psicologicamente degenerada. Estupidamente intolerante. Em, matéria religiosa, considera inimiga o resto da humanidade. Os indivíduos não se adaptam a nenhum trabalho produtivo. São comerciantes, usuários ou servem de intermediários para qualquer negócio. Vivendo exclusivamente da exploração do próximo, é desumano e sem escrúpulo. Procuram sempre as cidades onde se aglomeram em bairros imundos, sem higiene, passando a maior parte do tempo, como todos os sedentários em intermináveis discussões sobre temas religiosos ou comerciais. Quase todos são comunistas militantes ou simpatizantes do credo vermelho.
(Maria Luiza Tucci Carneiro. Anti-Semitismo na Era Vargas)
O texto expressa o parecer sobre os judeus, elaborado por um brasileiro, delegado do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, ao informar o encarregado de negócios do Brasil em Varsóvia, em 1936. As avaliações do parecer contribuíram para embasar a posição do Ministério das Relações Exteriores do Brasil a respeito dos muitos judeus que procuravam Embaixadas e Consulados em busca de um visto de entrada.
Assim, a postura do governo brasileiro, especialmente no início do Estado Novo, quanto ao assunto foi: