Leia a letra da canção abaixo, de Chico Buarque, para responder a questão:
Minha História (Chico Buarque, 1971)
Ele vinha sem muita conversa, sem muito explicar Eu só sei que falava e cheirava e gostava de mar Sei que tinha tatuagem no braço e dourado no dente E minha mãe se entregou a esse homem perdidamente
Ele assim como veio, partiu, não se sabe pra onde E deixou minha mãe com o olhar cada dia mais longe Esperando, parada, pregada na pedra do porto Com seu único velho vestido cada dia mais curto
Quando enfim eu nasci, minha mãe embrulhou-me num manto Me vestiu como se eu fosse assim uma espécie de santo Mas por não se lembrar de acalantos, a pobre mulher Me ninava cantando cantigas de cabaré
Minha mãe não tardou a alertar toda a vizinhança A mostrar que ali estava bem mais que uma simples criança E não sei bem se por ironia ou se por amor Resolveu me chamar com o nome do Nosso Senhor
Minha história e esse nome que ainda hoje carrego comigo Quando vou bar em bar, viro a mesa, berro, bebo e brigo Os ladrões e as amantes, meus colegas de copo e de cruz Me conhecem só pelo meu nome de menino Jesus
Analise as seguintes afirmações sobre a letra da canção “Minha história”:
I. A partir da leitura das duas primeiras estrofes da letra da canção, podemos inferir que o personagem masculino citado possui características estereotipadas de um mágico de circo.
II. No verso “Esperando, parada, pregada na pedra do porto” temos um exemplo de aliteração.
III. O nome dado à criança estabelece uma relação de intertextualidade com uma famosa história bíblica: a história da arca de Noé.
IV. Na letra dessa canção, temos exemplos de redondilhas menores, que são estrofes compostas por quatro versos.
Com base nas afirmações acima, assinale a alternativa correta: