“Dores, mal-estar, enjoo e problemas generalizados no fígado, rins e coração são os sintomas não de uma doença, mas do tratamento mais usado na leishmaniose. A doença, que pode incapacitar o fígado e levar à morte, atinge 14 a cada 100 mil brasileiros. “ Os medicamentos disponíveis hoje são tóxicos e a cura não é garantida”, diz Eduardo Ferraz Coelho, professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais, referindo-se aos derivados do antimônio, um semimetal que, em altas concentrações, provoca todos esses maléficos efeitos colaterais.
Coelho é um dos participantes do grupo de pesquisa que desenvolveu um novo medicamento para se tratar a doença. Sua base é o fungo Agaricus brasiliensis, popularmente conhecido como cogumelo do sol. Além de não apresentar efeito colateral em humanos, o cogumelo tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Food and Drug Administration (FDA), nos Estados Unidos, como fitoterápico para o tratamento auxiliar de câncer e Aids, devido aos seus bons efeitos sobre o sistema imunológico (...). “Nos testes com ratos, conseguimos zerar os cerca de 10 milhões de parasitas que se hospedam em órgãos como o baço”, diz o pesquisador. As substâncias inibem o metabolismo dos protozoários, e matam o leishmania sem afetar o funcionamento dos macrófagos, células do sistema imunológico em que eles se hospedam.”
(FONTE: Galileu, junho/2011)
Considerando as informações dadas e seus conhecimentos sobre o ciclo evolutivo da Leishmania chagasi, marque a opção CORRETA: