O Facebook já ultrapassou as classes A, B, C e agora conquista os milhões de brasileiros da classe D. Uma pesquisa da Hi-Mídia e M. Sense mostrou que 95% dos brasileiros que usam internet entram em alguma rede social pelo menos uma vez por mês.
A audiência da TV aberta está em queda livre. Em apenas um ano, diminuiu 7%. Combine essa queda com os dados de crescimento das redes sociais e temos o esboço do retrato de um Brasil em que a televisão não vai mais ser o centro da vida nacional.
Quando a gente era um país trancado em casa vendo novela (ou frequentando um bar), a população brasileira era muito mais anônima e impessoal. A grande onda do Facebook está dando voz a quase 45 milhões de brasileiros. Basta navegar nas redes sociais para entender mais claramente o que somos e o que pensamos. Isso tende a aumentar: em alguns dos mais avançados países (Reino Unido, Suécia, Canadá, Estados Unidos), metade da população está no site.
Um aspecto preocupante: quanto mais gente na rede, mais podemos ser monitorados, seja por corporações ou governos com vocação autoritária. Ross Douthat, colunista do jornal americano The New York Times cria uma boa imagem para um usuário altamente conectado: “Sente-se o rei do espaço infinito, mas, na verdade, habita uma gaiola confortável cheia de serviços”.
Contradizendo a observação anterior do jornal americano, nunca as ditaduras enfrentaram tanta resistência quanto nesta era de redes sociais. A queda de regimes tirânicos tem sido mais fruto do Twitter do que de fuzis.
Disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/extras/sai-a-novela-entra-a-rede-social-01052012-15.shl.
As atuais tecnologias da informação e da comunicação têm promovido grandes mudanças no desenvolvimento das sociedades, uma vez que