Leia a fábula “O menino e o leão desenhado”, do escritor grego Esopo, para responder à questão.
Um homem velho e medroso, pai de um único filho corajoso e afeiçoado à caça, viu, em sonho, esse filho ser morto por um leão. Temendo que fosse uma visão e que o sonho se mostrasse verídico, construiu um belíssimo aposento suspenso e lá manteve o filho protegido. E, para contentá- -lo, também decorou o aposento com pinturas de animais de todas as espécies, entre as quais o desenho de um leão. O rapaz, contudo, quanto mais os contemplava, mais se enchia de dor. E, certa vez, parou diante do leão e disse: “Ô, fera terrível, por culpa sua e do sonho falso de meu pai, estou encerrado numa prisão de mulher! O que devo fazer com você?”. Ao dizer isso, deu um murro contra a parede, no intuito de cegar o leão. Foi então que uma farpa de madeira penetrou sob sua unha e provocou uma dor aguda e uma inflamação, que virou um tumor. Disso resultou uma febre alta, que fez o rapaz deixar a vida bem rápido. Assim, de nada lhe adiantou o artifício de seu pai, uma vez que o leão, embora fosse um mero desenho, acabou matando-o.
(Fábulas completas, 2013.)
• “Temendo que fosse uma visão e que o sonho se mostrasse verídico, construiu um belíssimo aposento suspenso e lá manteve o filho protegido.”
• “Assim, de nada lhe adiantou o artifício de seu pai, uma vez que o leão, embora fosse um mero desenho, acabou matando-o.”
No contexto, os trechos sublinhados expressam ideia, respectivamente, de