Leia atentamente o texto abaixo:
ATENAS, O BERÇO DO OCIDENTE
É a festa da democracia em Atenas e todos os cidadãos, dos magnatas aos mais humildes, foram convidados. Quem passa pela ágora, a praça do mercado, logo vê os dez portões pelos quais entram os que vão votar. É dia de eleição e há um clima de ansiedade no ar; [...] Os eleitores só precisam rabiscar o nome do candidato ao exílio num caco de cerâmica, [...], e depositá-lo num grande jarro. Um grupo de camponeses hesita perto dos portões: entrar ou não entrar? Eles não sabem escrever e estão inseguros, mas um homem de túnica elegante se aproxima para dar uma mãozinha. “Percebo que os senhores têm dificuldade com a escrita e seria uma injustiça não poderem participar. Eis aqui alguns votos já prontos”, diz, enquanto oferece as cédulas em que, maliciosamente, inscreveu provavelmente o nome do seu inimigo. Agradecidos, os camponeses já podem votar. A cena fictícia se passa em Atenas de 2.500 anos atrás. Mas qualquer semelhança com o conhecido voto de cabresto, flagelo da democracia contemporânea, não é mera coincidência.
(LOPES, Reinaldo José. Aventuras na História, ed. 68, São Paulo, mar. 2009, p.28. Texto com adaptações)
O texto aborda uma prática política ateniense conhecida como:
Assinale a alternativa CORRETA: