OS ADOLESCENTES E O ÁLCOOL
Os adolescentes brasileiros bebem cada vez mais cedo – e em muitos casos com o aval dos pais. Pela primeira vez, o consumo é maior entre as meninas.
O descaso e a inépcia parecem conspirar a favor da epidemia de consumo de álcool entre os jovens. Apesar de a legislação proibir a venda, faz-se de conta que o veto não existe. (...)
A precocidade na idade é espantosa. (...)
Estudo realizado pelo Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa), com base em dados do IBGE, revelou que a meninada começa a beber aos 12 anos e meio. Os riscos para a saúde são imensos. Os órgãos ainda estão em formação, em especial o cérebro, a caminho da organização neuronal.
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Diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo, especialista no tema: “Não há uma causa para o aumento do consumo de álcool entre os adolescentes. Há várias. Pais omissos, venda facilitada de bebidas e, no caso das meninas, para piorar, a ilusão de que, se beberem, estarão se equiparando socialmente aos homens”. Parece inofensivo, mas trata-se de um sinal de alerta. Se muitos adultos não conseguem controlar o exagero e os efeitos nocivos do álcool, a situação fica ainda mais perigosa com crianças.
(Revista “VEJA” – 19.6.2019)
Sobre as ideias do texto, são feitas as seguintes afirmativas:
I. Há pais vigilantes; e, em muitos casos, os pais avaliam os malefícios do álcool para os filhos.
II. Desconsiderar a lei no tocante à venda de bebida alcoólica a jovens é uma forma de falta de atenção e de competência, o que concorre para a expansão do alcoolismo em idade tenra.
III. Além dos riscos medianos para a saúde, devido à fase de formação de órgãos, o alcoolismo afeta de modo especial as meninas, que querem, com isso, tornarem-se superiores aos meninos.
É correto o que se afirma em: