Considere o texto sobre os Estados Unidos.
Em 2020 pela 23ª vez, os Estados Unidos vão recensear seus habitantes. Como seus predecessores, o recenseamento de 2020 distinguirá entre as “raças primárias” (às quais se acrescentará uma categoria “outra raça”): branca, negra e afroamericana, asiática (seção desmembrada em vários tipos – chinesa, japonesa, filipina, outra asiática...), ameríndia e autóctone do Alaska, autóctone do Havaí e das ilhas do Pacífico. Depois de escolherem sua categoria segundo um princípio de autodeclaração instaurado em 1970, os entrevistados devem indicar seu subgrupo, conforme os exemplos fornecidos pelo governo. Assim, os residentes de origem alemã, italiana e irlandesa, mas também egípcia e libanesa, são instados a se registrar como “brancos”. Já os ameríndios têm de especificar sua tribo. Já os habitantes hispânicos não são enquadrados em uma “raça”, mas em uma “origem étnica”, e dispõem de sua própria pergunta (“Você é de origem hispânica, latina ou espanhola?”). A isso se junta outra pergunta destinada a todos: “Qual é a sua ascendência ou origem étnica?”. Aqui os jamaicanos, ucranianos, nigerianos e também quebequenses ou afroamericanos são instruídos a se declarar como tais. Os habitantes sofrem para se posicionar nesse quebra-cabeça que mistura considerações sobre cor da pele, origens geográficas e nacionais, filiação tribal ou grupo linguístico.
BRÉVILLE, B. “Qual é sua raça?” In. Le Monde Diplomatique Brasil, Ano 12, n. 144, jul. 2019, p. 16. Adaptado.
A especificação étnica e racial, considerada neste recenseamento, é fundamental para