TEXTO
O que é a escrita?
Se houve um tempo em que era comum a existência de comunidades ágrafas, se houve um tempo em que a escrita era de difícil acesso ou uma atividade destinada a alguns poucos privilegiados, na atualidade, a escrita faz parte da nossa vida, seja porque somos constantemente solicitados a produzir textos escritos (bilhetes, e-mail, listas de compras etc., etc.), seja porque somos solicitados a ler textos escritos, em diversas situações do dia a dia (placas, letreiros, anúncios, embalagens e-mail, etc., etc.).
Há um autor que afirma que “hoje, a escrita não é mais domínio exclusivo dos escrivães e dos eruditos”. [...] A prática da escrita, de fato, se generalizou: além dos trabalhos escolares ou eruditos, a escrita é utilizada para o trabalho, a comunicação, a gestão da vida pessoal e doméstica.
Mas afinal, o que é a escrita? Responder a essa questão é uma tarefa difícil porque a atividade escrita envolve aspetos de natureza variada (linguística, cognitiva, pragmática, sócio-histórica e cultural).
Como é do nosso conhecimento, há muitos estudos sobre a escrita, sob diversas perspectivas, que nos propiciam diferentes modos de responder a questão em foco. Basta pensarmos, por exemplo, nas investigações existentes, segundo as quais a escrita, ao longo do tempo, foi e vem-se constituindo como um produto sócio-histórico-cultural, em diferentes suportes, e demandando diferentes modos de leitura.
Apesar da complexidade que envolve a questão, não é raro, em situações do dia a dia, nos deparamos com definições de escrita, tais como “escrita é inspiração”, “escrita é uma atividade para poucos privilegiados”, “escrita é expressão do pensamento”, “escrita é para quem domina as regras da língua”.
Essa pluralidade de respostas nos faz pensar o modo pelo qual entendemos a linguagem, o texto e o sujeito que escreve, ainda que não tenhamos consciência disso.
Ingedore, Villaça, Koch. Vanda Maria Elias. Ler e escrever. São Paulo: Editora Contexto, 2009, p. 31-32.
Pelas ideias constantes no Texto, a escrita é: