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O professor Rafael Ruiz, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), nos deu respostas para muitas questões relacionadas a nossa existência. Ele nos concedeu entrevista exclusiva. Confira, abaixo, o bate-papo.
IQSC: Quais benefícios que a literatura trouxe e/ou traz para a sociedade você destacaria como sendo os mais importantes até hoje? Por quê?
Rafael: A Literatura, pelo menos a boa literatura, é sempre revolucionária e libertadora. Não acredito que seja necessário fazer “literatura engajada” ou “literatura política”. Aliás, penso que essa é uma das formas mais tristes de instrumentalizar e rebaixar a Literatura. Uma boa obra sempre nos força a repensar a nossa vida, as nossas circunstâncias, as nossas motivações. Sempre nos faz pensar. A Literatura sempre é, como gosto de dizer, um sinal de alerta, um amarelo ou um vermelho no nosso dia a dia que nos grita: pare e pense, não fique nessa correria à toa. E quando nos permitimos parar e pensar e nos deixamos surpreender pela Literatura, então nos abrimos à possibilidade de uma mudança significativa na nossa vida e, portanto, na nossa sociedade. [...]
IQSC: Como você imagina que a sociedade seria se não existisse a literatura?
Rafael: É só ler A História sem Fim, de Michel Ende. Essa
é a trama do livro. Surpreendente e apaixonante. Ou Fahrenheit 451, de Ray Badbury. Seria uma sociedade onde as pessoas seriam muito solitárias e egoístas, mesmo vivendo todas muito juntas, e onde os sentimentos seriam quase inexistentes. Uma sociedade de surdos-mudos afetivos. Acredito que estamos caminhando nessa direção. E não percebemos nada disso. [...]
Excerto disponível em: http://www.portalmorada.com.br/cultura/literatura/73251/e-se-aliteratura-nao-existisse. Acesso em 17/05/22. Adaptado.
Ao defender seu ponto de vista, o entrevistado do Texto usa uma metáfora, ao afirmar que a Literatura é “um amarelo ou um vermelho no nosso dia a dia”.
Com essa afirmação, o professor entrevistado pretendeu dizer que: