TEXTO 1 A nova cara da família brasileira As famílias brasileiras estão se transformando. Em 15 anos, entre 1992 e 2007, o número de casais com filhos, o estereótipo da família tradicional, caiu 11,2%. A queda foi compensada pelo aumento dos novos arranjos familiares: casais sem filhos, mulheres solteiras, mães com filhos, homens solteiros e pais com filhos. Os dados fazem parte do Relatório de Desenvolvimento Humano 2010, divulgado na terça-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). A nova organização familiar, contudo, não se relaciona com o fato de 23% dos brasileiros temerem a violência dentro de casa. As famílias são apontadas pelos brasileiros como principais responsáveis por ensinar os valores. A transmissão desses conceitos, contudo, independe das diversas e dinâmicas estruturas familiares, pois o afeto é um ponto nevrálgico. “O ponto central é a carga de afetividade gerada pela família, que permite aos pais influência, pelo menos inicial, na formação dos valores dos filhos”, diz o estudo. Segundo Flávio Comim, coordenador do relatório, as famílias reconstituídas vivem, em geral, com pressões adicionais. “Existem novas dificuldades a ser superadas em cada caso, como por exemplo, a gravidez precoce”, afirma. No entanto, o fato de uma criança ser criada sem a presença dos pais não implica em dificuldade para transmissão dos valores. "Nossa definição de família é de uma rede de cuidados e de afeto. Se não houver isso, não adianta ser criado por pai e mãe ao lado dos irmãos”, diz. Para a mestre em Psicologia da Infância e da Adolescência, Vera Regina Miranda, outra palavra-chave determina a transmissão de valores: limite. “São dois pontos importantes para o desenvolvimento e a estruturação da personalidade. O limite auxilia na socialização e o afeto dá estrutura”, comenta. Conciliar esses aspectos é fundamental, independentemente do tipo de família. O psicanalista e professor de Psicologia Leonardo Ferrari afirma que, embora seja positivo receber afeto, não se pode generalizar. “Quando se analisa o ser humano, vê-se mais de perto as particularidades de cada um”, diz. “Fundamental é saber como cada um vai transformar o afeto que recebe." A auxiliar de serviços gerais Marisa Cosmo do Nascimento, 33 anos, cria sozinha as duas filhas, de 7 e 10 anos, desde o nascimento da caçula. “Ele disse que não teria condições de criar outra filha. Tive de escolher entre meu casamento e as minhas filhas", conta. "Conheço famílias com pai e mãe que não são estruturadas como a minha.” Para isso, ela tem o apoio de outros membros da família. “Minhas filhas são muito apegadas ao meu irmão e ao padrinho. Buscam uma figura masculina, que corresponde ao amor delas", diz. As novas famílias integram a realidade brasileira, de modo que a nova Lei de Adoção já valoriza o conceito de família estendida. A criação por avós maternos e paternos, tios e tias ou duplas de homossexuais já é aceita. "O mais importante é valorizar quem dá carinho", diz Ariel de Castro Alves, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Disponível em: http://www.gazetadopovo.com.br/ideias/a-nova-cara-da-familia-brasileira-0jkvbd0x965zv14ldufuq1bny.(adaptado) Acesso em: 10 abr. 2018.
Analise o que está sublinhado nos excertos a seguir.
“As famílias são apontadas pelos brasileiros como principais responsáveis por ensinar os valores. A transmissão desses conceitos, contudo, independe das diversas e dinâmicas estruturas familiares, pois o afeto é um ponto nevrálgico.” (linhas 8 -10)
"Existem novas dificuldades a ser superadas em cada caso, como por exemplo, a gravidez precoce”, afirma. No entanto, o fato de uma criança ser criada sem a presença dos pais não implica em dificuldade para transmissão dos valores.” (linhas 14-17)
Assinale a alternativa CORRETA.
Contudo e no entanto poderiam ser substituídos, respectivamente, sem que houvesse alteração de sentido, por
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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