Há 60 anos, um simpático senhor escocês, de cabelos grisalhos e olhos azuis, trabalhava no laboratório do Hospital St. Mary, em Londres. Durante dias, ele observou o comportamento de uma cultura de Staphylococcus aureus, a temível bactéria que causa infecção generalizada. Por isso, não pôde conter um gesto de impaciência ao perceber certa manhã, apesar de todas as precauções, sua experiência literalmente mofara. O calor excepcional do verão que derreteu os londrinos naquele agosto de 1920 foi também o responsável pelo nascimento do fundo verde de mofo na placa das bactérias.
Mas Alexander Fleming – este era o nome do pesquisador escocês, na época com 47 anos – não se deixou desanimar por causa do acidente. Ao contrário, soube aproveitá-lo. Percebeu que as bactérias morreram por causa do fungo Penicillium notatum. Depois de isola-lo, Fleming descobriu que ele produzia uma substância capaz de matar muitas das bactérias comuns que infectam o homem. Essa substância, que Fleming chamou penicilina, impede a produção das moléculas de carbono que formam a membrana da bactéria, inibindo o crescimento e desenvolvimento bacteriano.
Foi assim, praticamente por acaso, que o mundo ingressou na era dos antibióticos – palavra inventada treze anos depois da descoberta de Fleming e que designa uma das armas mais poderosas de que a Medicina dispõe para salvar vidas.
Fonte (adaptada): https://super.abril.com.br/saude/a-penicilina/
O texto acima, descreve um tipo de interação ecológica desarmônica interespecífica que se observa entre o fungo Penicillium notatum e algumas bactérias.
Esse tipo de relação ecológica é chamado de: