O mercado de aluguel de roupas mostra que um vestido de noiva pode ser alugado várias vezes antes de ser descartado, devido a rasgos, descosturas, perda de adereços e desbotamento. Porém, cada vestido apresenta um percentual de partes que pode ainda ser reaproveitado: quanto mais vestidos descartados se tenta recuperar, mais trabalho é despendido e, no final das contas, o custo acaba por se comparar ao de um novo. No entanto, a costureira e matemática Eleneuza Eurípedes Martins, experiente nos processos de reciclagem de roupas, criou uma ferramenta de otimização com inteligência artificial e percebeu que existia uma relação entre o vestido desejado e o número de descartados necessários para gerar o modelo específico. Com isso,
ela foi capaz de prever quantos vestidos eram necessários reciclar e, curiosamente, descobriu que o modelo normalmente mais cobiçado, o “Princesa”, não era o que exigia maior quantidade de descartados. Essa técnica gerou a conhecida “Curva de Eleneuza”, que barateou muito os custos e possibilitou às noivas adquirirem o vestido de seus sonhos a um custo mais acessível.
O quadro acima mostra os intervalos de valores associados a cinco modelos de vestidos, enquanto o gráfico abaixo apresenta a “Curva de Eleneuza”. Para calcular o preço final do vestido desejado, multiplica-se o valor do modelo específico ao seu correspondente Coeficiente de Reciclagem e, na sequência, multiplica-se esse resultado pelo Índice de Custo, em reais, parâmetro que reflete as condições de mercado no momento*.
Suponha que uma cliente deseje um modelo “Princesa”, o mais barato possível, com o Índice de Custo a 175. Logo, o custo final do vestido seria de, aproximadamente,