TEXTO
Diáspora
Acalmou a tormenta
Pereceram
Os que a estes mares ontem se arriscaram
E vivem os que por um amor tremeram
[60] E dos céus os destinos esperaram
Atravessamos o mar Egeu
O barco cheio de fariseus
Como os cubanos, sírios, ciganos
Como romanos sem Coliseu
[65] Atravessamos pro outro lado
No Rio Vermelho do mar sagrado
Os Center shoppings superlotados
De retirantes refugiados
You, where are you?
[70] Where are you?
Where are you?
Onde está
Meu irmão
Sem Irmã
[75] O meu filho sem pai
Minha mãe
Sem avó
Dando a mão pra ninguém
Sem lugar
[80] Pra ficar
Os meninos sem paz
Onde estás
Meu senhor
Onde estás?
[85] Onde estás?
Deus
Ó Deus onde estás
Que não respondes
Em que mundo
[90] Em qu’estrela
Tu t’escondes
Embuçado nos céus
Há dois mil anos te mandei meu grito
Que embalde desde então corre o infinito
[95] Onde estás, Senhor Deus
[...]
ANTUNES, Arnaldo; BROWN, Carlinhos; MONTE, Marisa. Diáspora. In: Tribalistas. Rio de Janeiro: Phonomotor Records Universal Music, 2017. Disponível em: https://www.letras.mus.br/tribalistas/diaspora/. Acesso em: 08 de set. de 2019.
Observe a estrutura sintática da primeira estrofe da letra da canção Diáspora (linhas 56-60) e atente para as seguintes afirmações:
I. Os sujeitos dos verbos perecer (“pereceram” — linha 57) e viver (“vivem” — linha 59) se encontram na ordem inversa e correspondem a um mesmo referente que é iniciado pela expressão “os que” (linhas 58 e 59).
II. Considerando “a tormenta” (linha 56) como um fenômeno da natureza, é correto afirmar que a referida expressão é sujeito do verbo acalmar (“Acalmou” — linha 56).
III. O sujeito do verbo viver (“vivem” — linha 59) pode ser interpretado como simples ou composto, dependendo da interpretação da expressão “[...] os que por um amor tremeram / E dos céus os destinos esperaram” (linhas 59-60).
É correto o que se diz em