Texto 1
A cidade é organizada em torno de dois eixos perpendiculares. A circulação rápida e fácil é garantida por um sistema de rodovias, permitindo evitar os cruzamentos e separar as diversas modalidades de tráfego. Como observa o crítico Mário Pedrosa “sua articulação espacial é límpida, condensada e rítmica”. O ideal estético da cidade encontra sua expressão maior como os diversos elementos do espaço urbano são construídos e configurados. O eixo monumental, ponto focal da cidade, exige de cada edifício público um caráter singular, sem prejuízo da unidade do todo. Tanto os edifícios quanto o plano piloto compartilham um caráter aéreo, como se tudo estivesse suavemente pousado no solo. São vários os elementos que fazem de Brasília uma experiência única no âmbito da arquitetura mundial.
Disponível em: <http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopediaic/index.cfm?fuseaction=marcostexto&cdverbete=3750>. Acesso em: 17 set. 2013. (Adaptado).
Texto 2
Os subúrbios do Rio de Janeiro são a mais curiosa cousa em matéria de edificação de cidade. A topografia do local, caprichosamente montuosa, influiu decerto para tal aspecto, mais influíram, porém, os azares das construções.
Nada mais irregular, mais caprichoso, mais sem plano qualquer, pode ser imaginado. As casas surgiam como se fossem semeadas ao vento e, conforme as casas, as ruas se fizeram. Há algumas delas que começam largas como boulevards e acabam estreitas que nem vielas; dão voltas, circuitos inúteis e parecem fugir ao alinhamento reto com um ódio tenaz e sagrado.
BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. 8. ed. Rio de Janeiro: Record, 2011. p. 100.
Do ponto de vista da concepção e dos aspectos urbanísticos, a cidade descrita no Texto 1 e a cidade descrita no Texto 2 apresentam, respectivamente, uma configuração espacial