Desde sua invenção na China, em 105 d.C., o papel é utilizado para diferentes registros. Em medidas químicas, a fita de pH talvez seja o melhor exemplo de aplicação do papel. Com o avanço da tecnologia, uma titulação volumétrica ácido-base, que foi desenvolvida no século XVIII, usualmente realizada com uma Bureta e um Erlenmeyer (Figura 1), hoje pode ser realizada de maneira mais rápida e portátil sobre um pedaço de papel e com auxílio de um aplicativo de smartphone. A Figura 2 exibe um pedaço de papel onde foi adicionado um indicador ácido-base em cada microzona (círculos), que muda de cor em função do pH. Nesse exemplo, a cor e a intensidade do indicador, que mudam de magenta (intensidade de 0,01 – para pH 1,0) para verde (intensidade de 0,3-para pH 10), são registradas com um smartphone.
Em uma titulação de um ácido com uma base utilizando o papel, volumes fixos do indicador ácido-base e do ácido são adicionados a cada microzona, as quais apresentarão a mesma cor e intensidade. Posteriormente, microvolumes crescentes do titulante são adicionados às microzonas para que a reação entre o ácido e a base ocorra alterando o pH e, consequentemente, a intensidade das cores, que são capturadas pelo smartphone.
Considerando que 10 µL de ácido acético (CH3COOH) 0,70 mol L−1 foi adicionado em cada microzona e, na sequência, são adicionados volumes crescentes de 1,0 µL (microzona 1 = 1,0 µL; microzona 2 = 2,0 µL....) de NaOH 1,0 mol L−1 às microzonas, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o perfil da curva de titulação para essa experiência.