Para responder à questão, leia atentamente os textos 1 e 2.
Texto 1
A verdadeira descoberta do Brasil
Como podem os alunos de 1º e 2º graus ser formados para respeitar e apreciar a diversidade cultural brasileira, para rejeitar toda forma de racismo, para contribuir em suas futuras atividades profissionais para um país mais justo, sem desigualdades sócio-econômicas? Como podem tornar-se críticos e, desde cedo, lutar por transformações que eliminem a exclusão social de brasileiros de origem africana (44% de nossa população), que estão longe de ter as mesmas oportunidades econômicas que os de origem européia, embora o Brasil se afirme uma democracia racial? Como podem conhecer e afirmar os direitos dos índios, os primeiros habitantes, ou de outros contingentes de brasileiros, como nossos muitos imigrantes, com padrões culturais próprios?
(MINDLIN, Betty. Pluralidade Cultural: a diversidade na educação democrática. Pátio – Revista Pedagógica, 1998, p. 12)
Texto 2
Pluralidade Cultural e Educação
A pluralidade étnico-cultural é ainda utopia na nossa sociedade. As representações sociais diversas dos diferentes segmentos: étnicos, culturais, regionais e sexuais, são proibidas, censuradas pela prática hegemônica dos grupos dominantes. Tais hegemonias têm relação ampla com a nossa dificuldade de consolidação da experiência democrática. As fragilidades de nosso sistema político de representação democrática estão ancoradas nas fraquezas do processo de existência simbólica e livre das diversas etnias.
(CUNHA JR. Henrique. Pluralidade Cultural: a diversidade na educação democrática. Pátio – Revista Pedagógica, 1998, p. 21)
Em “Tais hegemonias têm relação ampla com a nossa dificuldade de consolidação da experiência democrática”.
O termo destacado faz referência a: