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Texto
Esse mundo diverso
Em uma das minhas muitas viagens ao Katmandu, no Nepal, em suas ruelas estreitas e pontes suspensas nos escondidos vales do Himalaia, na Ásia, deparei com um enorme cortejo de pessoas vestidas com roupas coloridas e enfeitadas, tocavam vários instrumentos, acompanhados pelo baque surdo de um tambor, todos dançavam alegremente (...) parecia uma demonstração folclórica de um tempo há muito perdido, para muitos poderia parecer um bloco carnavalesco, mas era um séqüito que culminaria com a cremação do corpo de um habitante local, fato comum na cultura dos povos dessa região. (...) Voltei no tempo, presenciava cenas medievais. Ao fundo dessa paisagem, campos agrícolas nas encostas montanhosas e, pasmem, agricultores lavrando a terra com arados manuais, lembrei-me das aulas de Geografia e História onde aprendi que alguns povos pré-colombianos, a exemplo dos Incas, usavam este tipo de agricultura. Meu Deus será que isto ainda existe? Sabe meus amigos, sou brasileiro, paulista e moro em plena região industrial de Cubatão, onde chaminés e fumaças poluentes fazem parte da paisagem, que diferença! Nestes vales, nota-se a presença forte da natureza, as matas de encostas com majestosas coníferas encontram-se bastante preservadas. Não, não é miragem. (...) Acho que a dificuldade de acesso, devido às elevadas altitudes preservou estes vales. (...) Como este país é diferente da China, que visitei anteriormente, tão grandioso em sua extensão territorial, na sua população e crescimento econômico, mas com graves desigualdades sócio-econômicas e problemas ambientais. (...) Os turistas, a maioria, vestidos à moda ocidental, a tudo fotografavam e filmavam, com suas máquinas digitais, essas cenas, cujas imagens poderiam mandar em segundos para diversos lugares do mundo. (...) De repente, este viajante errante pensou: será que viajei no tempo? Ou essas manifestações resistiram a ele (o tempo). (...) Estou presenciando diferentes “tempos” em um mesmo espaço. É, realmente nossos tempos são contraditórios; a tecnologia com seus avanços aproxima cada vez mais povos geograficamente distantes e culturalmente diferentes. Mas será que podemos falar em uma “aldeia global”? Ou ainda podemos dizer que existem centenas, milhares de “mundos” (uma Babilônia) em um único mundo, mesmo que se diga que ele é globalizado. Afinal, somos “plural” ou “singular”?
(Adaptado de www.venturas.com.br/destinos/diaadia.e viajante.uol.com.br/diamong.htm. (diário de um mochileiro )
(Livro de horas de Jesn de Berry In MACEDO. José de Rivais. Religiosidade e messianismos na idade média. SP.: ed. Moderna, 1996. p. 48.)
“Voltei no tempo, presenciava cenas medievais. Ao fundo dessa paisagem, campos agrícolas [...] e pasmem, agricultores lavrando a terra com arados manuais [...]”.
O cenário ao lado se relaciona com a descrição da paisagem medieval narrada pelo mochileiro, no excerto acima, do Texto, na medida em que: