As grandes crises econômicas do capitalismo engendraram diferentes propostas de políticas públicas para minimizar seus efeitos. Em determinados momentos históricos, optou-se por aumentar investimentos públicos, como no New Deal. Em outros, a escolha foi pelo chamado “ajuste fiscal”, com retraimento desses investimentos. A notícia abaixo refere-se ao Brasil em 2017:
“Investimento público cai em 2017 e voltará ao nível dos anos 1990, diz estudo do Senado”
“O que a construção de rodovias, rede de esgoto, obras de hospitais e escolas, compra de equipamentos e pesquisas científicas têm em comum? Todas são classificadas pelos economistas como investimentos. Algo que se gasta hoje com o objetivo de obter algum benefício no futuro.
Pois a crise econômica recente fará com que o investimento do setor público no Brasil retorne ao patamar (em termos relativos) da década de 1990. É o que diz o economista Rodrigo Orair, diretor daInstituição Fiscal Independente (IFI), órgão de pesquisa ligado ao Senado Federal.
O investimento de todos os governos estaduais somados caiu de R57,8bilho~esem2014paraR 28,7 bilhões acumulados em 12 meses até junho de 2017, segundo o levantamento da IFI. De 1994 a 2000, o investimento médio dos Estados ficou em R$ 30,6 bilhões por ano, em valores corrigidos. O investimento dos Estados deve fechar este ano em 0,4% do PIB, que é a soma de tudo que o país produz. Em 2014, a cifra era de 1%. O mesmo deve se repetir no governo federal e nos municípios, segundo Orair, pesquisador que já estudava o tema no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) há quase dez anos, desde 2009.
A preocupação com a queda do nível de investimento não deveria ser só de economistas. A falta de investimentos em geração e distribuição de energia ao longo dos anos 1990, por exemplo, fez com que o país enfrentasse um racionamento severo de energia elétrica de julho de 2001 a fevereiro de 2002. O episódio ficou conhecido como crise do "apagão".
Vai piorar em 2018
Em 2017, o que derrubou as contas públicas foi a queda da arrecadação de impostos, após três anos de recessão. Embora a crise tenha acabado oficialmente, a expectativa é que o baque maior nos investimentos venha em 2018. É só no ano que vem que as contas públicas sofrerão os efeitos mais drásticos do Novo Regime Fiscal, conhecido como ‘PEC do Teto’.”
(BBC, 13/11/2017. Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/brasil-41949948).
Em 1929, teve início uma das piores crises econômicas da história mundial, conhecida como Grande Depressão.
A esse respeito, assinale a única alternativa incorreta.