“Para compreender o processo permanente de elaboração da identidade negra neste país africano da Bahia, é necessário, sobretudo, não esquecer o cordão umbilical pelo qual os baianos acreditam estar ligados à África. Ao longo da história, depois do tempo da escravidão, este mito fundador dos negros da Bahia se adapta, se transforma, muda suas máscaras e seus hábitos para desempenhar o papel mágico de um espantalho que afasta a tentação, aliás, sempre proposta pelas elites brancas, de aceitar aideia segundo a qual os negros brasileiros seriam um simples produto da sociedade escravista luso-tropical. Para esses negros da Bahia, é necessário estabelecer suas raízes antes e fora da escravidão. Assim, o tempo e o lugar da liberdade original não podem estar dentro do Brasil. Utopia, anacronismo, pouco importa, esse refúgio da herança cultural da escravidão é o núcleo duro da identidade negra baiana”.
(ARAÚJO, Ubiratan C. de. Conexão atlântica: História, memória e identidade. In: http://www.palmares.gov.br. Acesso em: 27/10/2009).
Com base nesse texto e em seus conhecimentos sobre a história da escravidão no Ocidente, assinale a alternativa correta.