Novo vice, velho vício
Para muitos de seus eleitores, a candidatura de Marina Silva há de expressar a aspiração por uma “nova política”, tal como se fez nas manifestações de junho de 2013.
A militante ambientalista por certo preserva a aura de respeitabilidade pessoal e firmeza de compromissos que marcou sua carreira, sobretudo, por ocasião de seu rompimento com o governo Lula.
Não constitui sinal de inovação, porém, o resultado dos entendimentos que, após a morte de Eduardo Campos, no último dia 13, determinaram a nova chapa do PSB nas eleições presidenciais.
Tendo Marina assumido, como é natural, o posto de Campos, coube ao PSB indicar o candidato a vice. Trata-se do deputado federal Beto Albuquerque, do Rio Grande do Sul. O escolhido terá, sem dúvida, todas as credenciais ideológicas necessárias para representar seu partido – o qual não se destaca por extrema rigidez nesse quesito.
É fora de questão, entretanto, que seus compromissos em muito divergem do ideário “marineiro”. No governo Lula, do qual foi vice-líder na Câmara, Beto Albuquerque teve papel de importância na liberação da soja transgênica.
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Diga-se, em favor de Beto Albuquerque, que também propôs leis proibindo o financiamento público a agricultores que não tenham saldado dívidas por multas ambientais; sua atuação tem procurado conciliar, ademais, os interesses do agronegócio com o estímulo à agricultura familiar.
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Reproduz-se, sob o signo da pressa – mas também do cálculo –, a disparidade que caracterizou as dobradinhas Fernando Collor e Itamar Franco, em 1989, ou Luiz Inácio Lula da Silva e José Alencar, em 2002 e 2006.
Novidade, clareza e coerência? Talvez isso fique para depois.
O autor do texto criou o neologismo “marineiro”. Em relação a esse neologismo, pode-se afirmar:
I. É formado por derivação sufixal a partir do substantivo primitivo “Marina”.
II. É formado por analogia a “marinheiro”.
III. Explica-se o uso das aspas em “marineiro” por se tratar de um neologismo.
IV. Trata-se de um substantivo comum que significa “relativo a Marina Silva”.
V. Trata-se de um adjetivo que significa “relativo a Marina Silva”.
VI. Trata-se de um substantivo próprio que significa “relativo a Marina Silva”.
São verdadeiras as afirmações: