“Povos e povos indígenas desapareceram da face da terra como consequência do que hoje se chama, num eufemismo envergonhado , “o encontro ” de sociedade do Antigo e do Novo Mundo . Esse morticínio nunca visto foi fruto de um processo complexo cujos agentes for am homens e microrganismos mas cujos motores últimos poder iam ser reduzidos a dois: ganância e ambição, formas culturais de expansão do que se convencionou chamar o capitalismo mercantil. Motivos mesquinhos e não uma deliberada política de extermínio conseguiram esse resultado espantoso de reduzir uma população que estava na casa dos milhões em 1500 aos parcos 200 mil índios que hoje habitam o Brasil. [...]. Durante quase cinco séculos, os índios foram pensados como seres efêmeros, em transição: transição para a cristandade, a civilização, a assimilação, o desaparecimento. Hoje se sabe que as sociedades indígenas são parte de nosso futuro e não só de nosso passa do . [.. .]” .
(CUNHA, Manuela Carneiro da. Histór ia dos Índios no Bras il . São Paulo: Companhia das Letras, 1992. p. 12-22)
Com base no fragmento de texto da autora Manuela Carneiro da Cunha, do livro “História dos Índios no Brasil” (1992), e nas tabelas I e II, considera -se: