Instrução: As questões 09 a 15 estão relacionadas ao texto abaixo. As línguas são fascinantes. Não há aspecto delas que não nos maravilhe, seja sua enorme complexidade estrutural e social, seja sua imensa heterogeneidade, seja ainda o fato de que são realidades com história. Mudam constantemente no eixo do tempo, e essas mudanças não se dão nem para melhor, nem para pior; as línguas não melhoram, mas também não decaem elas simplesmente mudam. Por outro lado, as línguas estão intimamente atadas às dinâmicas histórico-políticas e às construções imaginário-ideológicas das sociedades são faladas. Em outros termos, as línguas não existem em si e por si; elas não são entidades autônomas as línguas são elas e seus falantes; elas e as sociedades as falam. Daí decorre o fato são muitas as perspectivas se pode investigar a história de uma língua. A mais comum tem sido a que procura descrever as mudanças dos diversos subsistemas que compõem sua organização estrutural sua fonologia, sua sintaxe, sua morfossintaxe e seu léxico. Esse tipo de estudo histórico-linguístico costuma ser designado de história interna. Há outro tipo de abordagem histórica. É essa abordagem que exploramos ao observar como uma variedade linguística românica que emergiu do latim falado no noroeste da Península Ibérica – área que compreende hoje aproximadamente os territórios da Galiza e do norte de Portugal se expandiu para o sul, ocupando toda a faixa ocidental da península; e, posteriormente, na esteira da expansão marítima e do colonialismo português, deixou fronteiras europeias, instalando-se na Ásia, na África e na América, e é hoje uma língua internacional. Que circunstâncias históricas favoreceram essa sucessiva expansão e que consequências sociopolíticas advieram delas? Como essa língua se tornou objeto de discursos (proféticos, inclusive) e que narrativas a vêm acompanhando ao longo de sua história? Que mitos se forjaram sobre ela e como persistem no tempo? Tentar responder a essas perguntas relacionadas à história da língua portuguesa é o que poderíamos chamar de sociopolítica. Muitos são os caminhos que se podem tomar para desenvolver esse tipo de história, desde o fundado no que o historiador britânico Peter Burke (2010) designou de topos do orgulho, até um olhar que privilegia a suspeita e a crítica das narrativas em uma diversidade de opiniões e concepções sobre a língua portuguesa. Adaptado de: FARACO, C. A. Apresentação. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola Editorial, 2016.
Considere as seguintes afirmações sobre o texto.
I - O texto é predominantemente expositivo, organizado em torno de informações consideradas científicas sobre mudança linguística.
II - O texto não apresenta o ponto de vista argumentativo do autor, o que se evidencia pela ausência de primeira pessoa.
III- O texto apresenta interrogações, que têm a função de externalizar as dúvidas do autor sobre o tema tratado.
Quais estão corretas?
Resolução passo a passo com explicação detalhada
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