Instrução: As questões 01 a 08 estão relacionadas ao texto abaixo. Em meados dos anos 1980, meus amigos e eu éramos fascinados por videogames. Nossa turma usufruía de três consoles: um Atari, um Odyssey e um Intellivision. Sempre que podíamos, nos apinhávamos no sofá de uma dessas casas privilegiadas para jogar até que fôssemos obrigados a parar. Lembro hoje com clareza as advertências que ouvíamos das pessoas mais velhas em cada um desses lares: 'Essa máquina vai derreter o cérebro de vocês'. Nos últimos anos da década de 1990, meus novos amigos (da Faculdade) e eu estávamos encantados com os 'computadores pessoais', os PCs, que finalmente se tornavam acessíveis. Também nessa época, era comum ouvir de professores repreensões sobre essa nova tecnologia: 'Essa máquina pensa por vocês! Vocês vão ficar burros!'. O ano é 2024. O professor mais velho agora sou eu. A mania da vez são os celulares (smartphones) e as redes sociais virtuais. : vivo advertindo os meus alunos dos malefícios cognitivos e sociais que o excesso de exposição a essas telas hipnóticas provoca. Mas será que estou apenas reproduzindo o papel dos velhotes perplexos com uma nova tecnologia que não compreendem – ou seja, só troquei de lugar, do sofá diante do videogame para o quadro branco na frente de uma turma de calouros? Ou há de fato um perigo nesses retângulos luminosos presentes nas mãos de quase todas as pessoas? Os pais dos meus amigos de infância eram leigos em ciências da cognição e não possuíam dados que justificassem o seu temor de um possível impacto (negativo) das tecnologias da época sobre o desenvolvimento cognitivo de crianças, adolescentes e jovens. Nos dias de hoje, a situação é muito diferente. Os especialistas em inteligência humana já reuniram dados mais do que suficientes para justificar os meus alardes: as gerações que chegam Universidades nos últimos anos (descontados os atrasos gerados pela Covid-19) realmente apresentam limitações em sua capacidade de atenção, de concentração e de imersão na leitura. E a causa desse 'subdesenvolvimento' mental é clara: o treinamento extenso e intenso a que esses jovens submetendo os seus cérebros diante das telas de seus dispositivos portáteis. Videogames e computadores não possuem um raio invisível que invade o cérebro de seus usuários e o derrete. Os pais dos meus amigos (os meus também) estavam errados. Porém, eles quase acertaram. Passar tempo demais em atividades puramente recreativas nunca foi saudável para crianças, adolescentes e jovens. As pesquisas em ciências cognitivas modernas já descobriram que o crescimento humano envolve aprender a ter responsabilidades e a viver intensamente diferentes tipos de interação sociocognitiva. Nesse sentido, tínhamos sorte nos anos 1980 porque não era possível passar mais do que algumas horas semanais sentados diante de uma TV com um joystick na mão. Era preciso ir para a escola, fazer lição de casa, frequentar festas de aniversário (em grupo, para paquerar inclusive), jogar futebol ou outros esportes coletivos, bater papo e uma miríade de atividades sociais (as sérias, mas também as brincadeiras) que aconteciam fora da sala de TV. Ninguém podia levar um videogame para cada um desses lugares e continuar jogando fosse onde fosse a despeito do que ocorria a seu redor. Por isso mesmo, nenhum de nós se tornou um cidadão menos capaz do que os das gerações anteriores. Smartphones não emitem raios idiotizantes, é verdade! No entanto, eles conseguem fazer o que nenhum videogame e nenhum PC jamais puderam: eles acompanham crianças, adolescentes e jovens em toda parte, todo o tempo. Ao despertar pela manhã, durante as aulas, simultaneamente refeições, até a última piscadela antes de dormir, eles estão lá, dando acesso hipnótico às redes sociais virtuais. Adaptado de KENEDY, E. Celulares não vão derreter o cérebro de seus filhos... mas quase. Disponível em: <https://lefufrj.wordpress.com/2024/12/16/celulares-nao-vao-derreter-o-cero-de-seus-filhos-mas-quase/>. Acesso em: 25 ago. 2025.
Se a expressão um raio (l. 58) fosse substituída por raios, quantas outras palavras na frase deveriam ser alteradas para fins de concordância?
Resolução passo a passo com explicação detalhada
Português > Concordância Verbal e Nominal > Relações Sujeito-Verbo
Relações Sujeito-Verbo aparece em ~2% das questões de Português (490 questões no banco).
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O navio negreiro Castro Alves (...) Era um sonho dante
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Do ponto de vista da norma-padrão da Língua Portuguesa, o enunciado que apresent
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No que se refere à concordância, observe as frases abaixo: I. Todos sabemos que