Leia o fragmento do texto I e o texto II para responder à QUESTÃO.
Texto I
Numa extensão de muitas léguas, quem não falavam com admiração do parafuso de madeira que fizera para uma prensa de farinha! Obra-prima de paciência e engenho. E o bicame da fazenda Grota? De coqueiro macaúba fez ele um extenso bicame, colhendo água de um brejo. Como o lugar era montanhoso e a água devesse ir ao nível, nos vales as bicas eram assentadas em cima de postes de aroeira, cujo topo fora adrede preparado.
po fora adrede preparado. Em certos lugares essas bicas passavam a uma altura de mais de oito metros do chão, por sobre precipícios e perambeiras. Trabalho duro! Requeria coragem. Foi o velho sozinho, com a ajuda apenas de Tito, que tudo fizera. Coisa dura era ficar lá naquelas grimpas, andando sobre as vigas que ligavam um poste ao outro e sustentando nos braços a pesada bica de macaúba que deveria descansar no cabeçote do poste. O velho enchia-se de orgulho:
Coragem quem tinha era só eu e o Tito.
As bicas não eram pregadas nos postes, pois macaúba não aceita prego, racha-se. As bicas eram soltas:
– A gente tinha que andar equilibrando. Se triscasse na bica, ela caia em riba da gente.
Fonte: ELIS, Bernardo. O Tronco. Rio de janeiro: José Olympio, 2008. p. 29-30.
Texto II
Grota das pombinhas
Caminho de grota
maioria é calado
remói terra de quintal
aflora na rua quando quer
e vai rezando no rumo do rio.
Caçoada de grota é ladeira
fiapo d’água na pedra
margem capilar
nem farta
nem sovina
só passarinho.
A grota das pombinhas
hoje lamenta cimento
agoniza lodo seco
ou empresta a tarde para as larvas
como suspirar de nada.
Fonte: PEDREIRA, Raimundo Célio. As Tocantinas. Palmas- TO: Universidade Federal do Tocantins/ EDUFT, 2014, p.28.
Assinale alternativa CORRETA
O fragmento da obra de Bernardo Élis e o poema de Célio Pedreira apresentam uma linguagem: