TEXTO:
Normalmente vemos exemplos de exposições
negativas ou inadequadas de informes médicos na
grande mídia, impressa, televisiva. Mas nem tudo que
acontece nesses meios são maus exemplos, vejamos
[5] o que aprendemos com Draúzio Varella, um oncologista
de renome e hoje um grande porta voz da saúde, o
médico mais conhecido da população do Brasil, uma
unanimidade de opinião pública, com bases científicas
e um homem de mídia.
[10] Há duas décadas, Varella vem aparecendo, em
rádio, jornal e TV e divulgando, esclarecendo, tornando
acessível ao grande público, decifrando a informação
complexa, sobre ciência, medicina, saúde pública. Qual
seu segredo? Há todo um cuidado em bem informar e
[15] jamais ferir a ética ou algum colega ou paciente.
A classe médica na era da informação tem sua
responsabilidade no aporte dos dados que vão chegar
até as populações, não se pode passar este papel
apenas aos jornalistas, por mais especializados que
[20] sejam na matéria. Apesar de todos os riscos que uma
exposição maciça na mídia acarreta a um profissional
médico, é difícil identificar um deslize ou uma intenção
de autopromoção em Draúzio Varella. O médico mais
popular do Brasil, vem resgatando muito da dignidade
[25] da nossa profissão, e da nossa imagem, também tem
boa acolhida, entre pares, como um grande divulgador
da medicina, e promotor de saúde pública. Isso tudo
nos faz refletir sobre o papel social dos médicos, a
chamada medicina social, seu papel na relação com
[30] os meios de comunicação, e no fato de que um
profissional da medicina na grande mídia não é,
necessariamente, sinônimo de mau uso dos meios ou
de intenção de autopromoção.
PEREIRA, Jose Luiz Pinto. A ética na relação da medicina e do médico com a mídia. Disponível em: <http://drjoseluizpereira.com.br/2015/06/ 11/medicina-e-midia/ - com cortes e adaptação>. Acesso em: 27 nov. 2017.
Esse texto propõe uma reflexão crítica sobre a relação dos médicos com a mídia televisiva. Partindo-se dessa reflexão, o autor aponta como papel do médico