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COVID19 desafia o Brasil a melhorar a qualidade e a transparência de dados
Nelson Oliveira Publicado em 14/8/2020
Quando a pandemia acabar, ou tiver arrefecido os órgãos sanitários, as universidades e os pesquisadores independentes terão ainda de fazer uma cuidadosa escavação para determinar de fato o quanto a pandemia afetou a população brasileira em seus mais variados contornos: desde a situação social até os aspectos como a cor, o gênero e as doenças pré-existentes.
O que se têm como muito provável, até em razão do aumento incomum de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é que há muita subnotificação.
— Desse levantamento e análise dependerá a capacidade de resposta que teremos a um novo problema grave no futuro — adverte em entrevista exclusiva à Agência Senado a cientista política e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Lorena Barberia.
Ela acrescenta:
— É preciso ter claro que isso não vai se dar na internet. A gente precisa fazer entrevistas, olhar documentos e coletar dados que não estão circulando publicamente.
– Hoje a grande maioria dos órgãos públicos federais produtores de dados estatísticos e geográficos mantêm seus sistemas de informações, de modo geral, sem possibilidade ou obrigatoriedade de compartilhamento automático uns com os outros, com os órgãos das demais instâncias de governo (estados e municípios) e demais poderes – lamenta o Doutor em Ciências Sociais e Presidente da Associação dos Consultores e Advogados do Senado Federal (Alesfe), Marcus Peixoto.
Segundo ele - Qualquer alteração legislativa deve ser precedida de um diagnóstico da realidade que a justifique, e da definição de objetivos que se pretenda alcançar. Peixoto é cético quanto ao clamor puro e simples por forte controle das verbas necessárias ao cumprimento das obrigações constitucionais. Para ele, um dos calcanhares de Aquiles dos bancos de dados no Brasil é a falta de padronização, deficiência que se torna especialmente danosa, num momento em que é necessário agir de forma coordenada para combater e prevenir uma doença em nível nacional.
Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/infomaterias/2020/08/covid-desafia-obrasil-a-melhorar-a-qualidade-e-a-transparencia-de-dados/#link8 – Adaptado Acesso em: 22. Out.2020.
No trecho a seguir, há presença explícita de uma figura de linguagem
"Um dos calcanhares de Aquiles dos bancos de dados no Brasil é a falta de padronização, deficiência que se torna especialmente danosa num momento em que é necessário agir de forma coordenada para combater e prevenir uma doença em nível nacional".
Qual das alternativas corresponde à definição dessa figura de linguagem?