De acordo com os últimos relatórios publicados pelo Ipea (renomado instituto de pesquisa brasileiro), é alarmante o aumento do feminicidio no país (mortes de mulheres por questões de gênero). A violência contra a mulher ocorre por meio de estupros, cárcere privado, tráfico de mulheres, violência sexual, afetiva, doméstica e patrimonial, desqualificação intelectual, entre outras. Desse universo, o Mapa da Violência de 2016 (último relatório sobre a temática) elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso) publicou que em 2013 o indice de mortes de mulheres negras aumentou para 54,2%. Sobre a temática da violência contra mulheres, o Instituto Avon realizou uma pesquisa entre inúmeras Universidades públicas do pais cujos dados revelaram que no ambiente universitário: “56% das estudantes já sofreram assédio sexual, 28% sofreram violência sexual e 11% sofreram tentativa de abuso sob efeito de álcool” (Instituto Avon/Data Folha, 2014). Os dados revelaram ainda:
Sobre as desigualdades de gênero no Brasil, suas causas e impactos sobre a elaboração de políticas públicas, avalie as assertivas abaixo.
I. Os discursos de naturalização das diferenças agravam os atos de violência sexual e doméstica contra mulheres.
II. A hierarquização dos papeis sociais, fundamentos em argumentos biologizantes, promove desigualdades de gênero entre homens e mulheres na esfera doméstica, afetiva e do trabalho.
III. Dado o cenário de violação dos direitos humanos, o Estado brasileiro vem implementando políticas e programas de enfrentamento à violência contra a mulher, além de medidas legais que asseguram o trâmite do processo penal contra os agressores.
IV. Um dos marcos institucionais no âmbito das conquistas dos direitos da mulher foi a sanção da Lei nº 11 .340/06 (Maria da Penha), pois alterou medidas legislativas e conferiu maior segurança às mulheres no ato da denúncia.
É correto apenas o que se afirma em