Todo o ano são produzidas mais de 300 milhões de toneladas de plástico. Quase a metade acaba nos aterros sanitários e até 12 milhões de toneladas poluem os mares. Até agora não há uma forma sustentável de a humanidade se ver livre da poluição causada por material tão importante para civilização. Um estudo realizado por pesquisadores da Espanha e da Inglaterra mostrou que as larvas da traça-grande-da-cera, Gableria mellonella, degradam polietileno que respondem por 40% dos plásticos poluentes. As larvas do inseto consumiram e decompuseram filmes de polietileno no estômago, sob ação de enzimas, onde foram encontrados traços de etileno glicol, HO(CH2)2 OH, sinal de biodegradação. Uma cientista do Instituto de Biomedicina e coautora dos estudos, biotecnologia da Cantábria, Espanha, destacou a velocidade das larvas em degradar a dieta básica de cera-de-abelhas, material formado por cadeias carbônicas semelhantes às de polietileno. O próximo passo é identificar a causa da degradação. Se decorrentes de enzimas, produzidas pela larva ou micro-organismos intestinais. Os pesquisadores esperam que as descobertas possam algum dia ajudar a aproveitar a enzima para decomporem tanto os plásticos dos aterros sanitários quanto os que estão espalhados pelos mares
Considerando-se as larvas da traça-grande-da-cera e o processo de degradação do polietileno e da cera-de-abelhas, é correto
afirmar: