“Tendo entre os seus principais líderes os membros da aristocracia rural, os revoltosos não eram propriamente radicais ou revolucionários. Mas, diante de seus poderosos inimigos políticos, eles aliaram-se aos líderes mais radicais, como o jornalista Antônio Borges da Fonseca. A ele se deveu a redação do Manifesto ao Mundo, lançado em 1° de janeiro de 1849, no qual as principais exigências eram: 1 ° - Voto livre e universal do povo brasileiro; 2° - Plena liberdade de comunicar os pensamentos pela imprensa; 3° - Trabalho como garantia de vida para o cidadão brasileiro; 4° - Comércio a retalhos para os cidadãos brasileiros; 5° - Inteira e efetiva independência dos poderes constituídos; 6° - Extinção do poder Moderador e do direito de agraciar; 7° - Elemento federal na nova organização; 8° - Completa reforma do poder judicial de modo a assegurar as garantias individuais dos cidadãos; 9° - Extinção do juro convencional; 10° - Extinção do atual sistema de recrutamento”
Nesse Manifesto, sem dúvida, radical, ouve-se o eco das revoluções de 1848, particularmente no trecho em que se refere ao "trabalho como garantia de vida para o cidadão brasileiro", que era uma reivindicação dos socialistas.
O trecho acima faz uma referência explícita a uma das revoltas ocorridas no Brasil, durante o século XIX.
Trata-se da