Sobre a cidadezinha de A Hora dos Ruminantes marque V ou F:
( ) Se fôssemos desenhar um mapa de Manarairema com as informações fornecidas pelo romance, um dado geográfico fundamental seria a divisão entre a tapera, local onde os homens se instalam, e o núcleo da cidade, porção habitada pelos demais personagens.
( ) As duas partes avizinham-se - de uma se avista a outra -, mas estão claramente separadas: há um rio no meio, e sobre ele, uma ponte. A ponte é um símbolo indicador de passagem, mudança,transição. Não por acaso, a narrativa começa justo nesse lugar, limiar geográfico e simbólico entre dois mundos.
( ) De um lado da ponte, concentram-se comércio, cartório, correio, cadeia, largo, chafariz, coreto, igreja, cemitério, campo de futebol, em resumo, a parte mais organizada da cidade.
( ) Do outro, há pastos, capinzais, paragens onde se podem coletar lenha e raízes para chá, além da já mencionada tapera. Lá os forasteiros se organizam em um acampamento, onde criam animais, porém o narrador não fornece ao leitor pistas sobre quais espécies são criadas.
( ) Manarairema ocupa simultaneamente dois papéis na narrativa; é uma espécie de espaço-personagem – como no exemplo: (“Manarairema foi dormir pensando nos vizinhos esquivos e fazendo planos para tratar com eles quando chegasse a ocasião.” p.5) Nesse caso José J. Veiga aplica a prosopopeia ao espaço a fim de ratificar a tese naturalista de que o homem é fruto de seu meio. Essa premissa determinista encaixa-se perfeitamente em A Hora dos Ruminantes, pois os forasteiros que chegam à cidadezinha passam a se comportar como os manarairenses. E condição única de espaço (“Manarairema estaria se acabando, se perdendo para sempre?” p.44).
A sequência correta é: