Leia atentamente parte da análise realizada pela pesquisadora Magali Romero Sá no livro “A ferro e fogo: a história da devastação da mata atlântica”, do historiador norte-americano Warren Dean:
“A evolução do conhecimento dos ecossistemas brasileiros, com as primeiras tentativas de converter o saber empírico dos indígenas quanto à identidade e uso das espécies da floresta para a linguagem científica universal, é registrada por Dean já no Brasil colônia. O inventariamento científico da fauna e flora, porém, somente se intensifica a partir do início do século XIX, em decorrência dos esforços individuais de inúmeros naturalistas viajantes estrangeiros e brasileiros que coletaram espécimes durante expedições pelo país. O conhecimento preliminar da riqueza faunística e florística da Mata Atlântica, contudo, não produziu qualquer efeito inibidor em relação ao processo de sua contínua destruição, nem mesmo quanto à proteção de seus recursos explotáveis. A transição do governo colonial para o imperial é considerada pelo autor como tendo acelerado ainda mais o processo de devastação da Mata Atlântica, já que os brasileiros, exercendo então plena soberania sobre a floresta, passaram a "atacá-la com redobrado vigor e entusiasmo" visando benefícios imediatos.”
(FONTE: ROMERO SÁ, Magali. A ferro e fogo: a história e a devastação da mata atlântica brasileira. Manguinhos, Fundação Oswaldo Cruz, fev., p.558-559, 1997).
Apesar do aumento dos esforços dos viajantes naturalistas estrangeiros e brasileiros de sistematizar, conhecer e classificar a fauna e a flora da Mata Atlântica, isso não impediu que ela fosse devastada.
Podemos associar isso ao seguinte item: