“Corrupção política, como tudo mais, é fenômeno histórico. Como tal, ela é antiga e mutante. Os republicanos da propaganda acusavam o sistema imperial de corrupto e despótico. Os revolucionários de 1930 acusavam a Primeira República e seus políticos de carcomidos. Getúlio Vargas foi derrubado em 1954 sob a acusação de ter criado um mar de lama no Catete. O golpe de 1964 foi dado em nome da luta contra a subversão e a corrupção. A ditadura militar chegou ao fim sob acusações de corrupção, despotismo, desrespeito pela coisa pública. Após a redemocratização, Fernando Collor foi eleito em 1989 com a promessa de caça aos marajás e foi expulso do poder por fazer o que condenou. De 2005 para cá, as denúncias de escândalos surgem com regularidade quase monótona.” (CARVALHO, José Murilo de. Passado, presente e futuro da corrupção brasileira. In: AVRITZER, Leonardo et al. Corrupção: ensaios e críticas. Belo Horizonte: UFMG, 2008, p. 237).
Sobre a corrupção no período da ditadura militar (1964-1985), é correto dizer:
I – a corrupção alimentou o comportamento desviante do regime militar, degradou a lei em arbítrio e esvaziou o corpo político de seu significado público. Unisinos – Vestibular de Verão 9
II – ao se materializar sob a forma de política de Estado durante a ditadura, a tortura tornou-se inseparável dos mecanismos de corrupção, uma vez que o torturador foi elevado à condição de intocável.
III – o combate ao comunismo e o discurso moralizante dos militares foi um eficiente mecanismo para debelar a corrupção no país naqueles anos.
Sobre as proposições acima, pode-se afirmar que