Leia o texto a seguir para responder à questão.
Contraditório
Quando cheguei ao escritório, passei por um homem que tinha uma vassoura na mão e limpava a rua, debaixo de um sol que queimava a pele. Ele olhou para mim, abriu um sorriso e disse “boa tarde, amigo!”. Fiquei pensando. “Nunca havia visto aquele homem antes e ele me chamava de amigo.” Como pode ser isso?
Também me intrigava o fato de uma pessoa trabalhar num sol tão quente como aquele, limpando a rua e, mesmo assim, falar um “boa tarde” com tanta alegria! Não me contive. Quando já estava entrando no escritório, resolvi voltar para questioná-lo.
Ele continuava trabalhando. Eram 14 horas. “Qual é o seu nome?” O homem parou a vassoura, olhou para mim e novamente abriu um sorriso e disse: “meu nome é João”. Eu o encarei e perguntei: “senhor João, me responda, por favor, por que o senhor, mesmo trabalhando em um serviço pesado, debaixo de um sol escaldante, ainda mantém esse rosto alegre, simpático e sorridente?”.
Aquele homem muito humilde olhou para mim e respondeu: “Trabalhar faz bem ao espírito. Sorrir alimenta a alma. Cumprimentar alegra a gente.”. Agradeci aquele homem pela atenção dada e fiquei o resto do dia pensando na vida: “por que algumas pessoas têm uma vida tão difícil e são felizes enquanto outras têm tudo, mas são tristes, melancólicas e infelizes?”.
No trecho “Por que algumas pessoas têm uma vida tão difícil e são felizes enquanto outras têm tudo, mas são tristes, melancólicas e infelizes?”, os termos “e” e “mas”, em negrito, estabelecem relações lógico-semânticas, respectivamente, de