Ao final do ano de 2016, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil divulgou uma campanha de conscientização com o propósito de chamar a atenção dos motoristas para as condutas que mais causam acidentes no trânsito, dentre elas, ultrapassagens irregulares, excesso de velocidade e uso de aparelho celular ao volante.
Pouco tempo depois de ter veiculado na mídia, o material foi retirado do ar por ter sido alvo de interpretações polêmicas. Sabese, contudo, que, em campanhas publicitárias, é comum que o texto tente sensibilizar o público a que se destina, e, para tal, recorre a diferentes estratégias argumentativas.
Analisando a principal estratégia argumentativa utilizada, avalie as afirmativas que seguem sobre os possíveis sentidos dessa campanha.
I. Com o slogan "Gente boa também mata", os anúncios associam crimes de trânsito a pessoas que praticam boas ações, alertando que todos podem cometer imprudências ao volante e, portanto, são passíveis de cometer crimes no trânsito.
II. O texto pode passar a mensagem de que ações negativas podem ser relacionadas a pessoas bem intencionadas, no entanto, se ocorresse a inserção do termo “também”, em uma construção como “Quem faz a alegria das crianças também pode matar”, essa compreensão não seria mais possível.
III. A campanha alerta para o fato de que os acidentes não são provocados apenas pelos motoristas estereotipados como inconsequentes. Mesmo que involuntariamente, qualquer cidadão pode causar acidentes graves e até mortes no trânsito com pequenas atitudes, como, por exemplo, enviar uma mensagem de whatsapp enquanto conduz.
IV. A relação palavra X imagem possibilita a compreensão de que pessoas boas estão autorizadas a matar.
V. Os elementos não verbais utilizados na campanha não se configuram como estratégia argumentativa para influenciar o comportamento dos motoristas ao volante.
Está incorreto apenas o que se afirma em