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50 anos do golpe militar: um pesadelo vivo na memória do Brasil
Como um pesadelo que ainda provoca calafrios e aflições e não se dissipa com raios da manhã, o golpe militar de 31 de março de 1964 — que completa 50 anos hoje — ainda está vivíssimo na memória do País como um período de tenebrosas violações da liberdade, dos direitos humanos que deixou milhares de mortos, desaparecidos e torturados e se prolongou por longos 21 anos, até 15 de março de 1985 com a posse do civil José Sarney e a instauração da Nova República.
Um período de excessos que não se curvou até hoje a julgamento histórico de fato. Ainda que existam movimentos concretos de tentativa de apuração dos abusos, nada ainda aconteceu.
Disponível em: Acesso em:
12 abr. 2014, às 15h23min (fins pedagógicos).
Analise as proposições sobre o modelo político do Regime Militar.
I. A partir de 1964, o Brasil viveu uma era de descentralização do poder, na qual os estados receberam mais autonomia. As eleições diretas em todos os cargos, tanto no âmbito federal como estadual, foram substituídas por indicações de candidatos por parte do governo federal, que eram em seguida referendadas pelos chefes estaduais do Executivo.
II. O Poder Executivo fortaleceu-se. Isso ocorreu porque o equilíbrio entre os Três Poderes foi rompido, marginalizando o Legislativo, cassando vários de seus representantes e, ao mesmo tempo, interferindo nas decisões do Judiciário.
III. Por meio do Ato Institucional n.º 2, ocorreu um controle da classe partidária, que provocou de forma arbitrária o surgimento de dois partidos: AIB (partido da situação) e ANL (partido de oposição).
IV. Os meios de comunicação foram controlados a partir de 1964, e, em 1967, são criadas a Lei da Imprensa e Lei da Segurança Nacional.
V. Os sindicatos e as entidades classistas em nenhum momento sofreram intervenção, pois eram aliados da ARENA.
Assinale