Da calma e do silêncio
Quando eu morder
a palavra,
por favor,
não me apressem,
quero mascar,
rasgar entre os dentes,
a pele, os ossos, o tutano
do verbo,
para assim versejar
o âmago das coisas...
[...]
Quando meus pés
abrandarem na marcha,
por favor,
não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar,
deixem-me quieta,
na aparente inércia.
Nem todo viandante
anda estradas,
há mundos submersos,
que só o silêncio
da poesia penetra.
EVARISTO, C. Poemas de recordação e outros movimentos.
Rio de Janeiro: Malê, 2021 (fragmento).
Na reflexão sobre motivos e soluções do trabalho com
a palavra, o eu lírico defende que a poesia
Resolução passo a passo com explicação detalhada
Literatura > Poética e Versificação > Eu Lírico e Subjetividade Poética
Eu Lírico e Subjetividade Poética aparece em ~4% das questões de Literatura (429 questões no banco).
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