O crítico Paulo Rónai, em prefácio ao livro Primeiras Estórias (edição da José Olympio) faz as seguintes afirmações:
"Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo". Os personagens de Primeiras Estórias farejam esses acontecimentos, adivinham esses milagres. São todos, em grau menor ou maior, videntes: entregues a uma ideia fixa, obnubilados por uma paixão, intocados pela civilização, guiados pelo instinto, inadaptados ou ainda não integrados na sociedade ou rejeitados por ela, pouco se lhes dá do real e da ordem. Neles a intuição e o devaneio substituem o raciocínio, as palavras ecoam mais fundo, os gestos e os atos mais simples se transubstanciam em símbolos (...). Essa vitória do irracional sobre o racional constitui-se em fonte permanente de poesia."
"Quando nada acontece, há um milagre que não estamos vendo". Os personagens de Primeiras Estórias farejam esses acontecimentos, adivinham esses milagres. São todos, em grau menor ou maior, videntes: entregues a uma ideia fixa, obnubilados por uma paixão, intocados pela civilização, guiados pelo instinto, inadaptados ou ainda não integrados na sociedade ou rejeitados por ela, pouco se lhes dá do real e da ordem. Neles a intuição e o devaneio substituem o raciocínio, as palavras ecoam mais fundo, os gestos e os atos mais simples se transubstanciam em símbolos (...). Essa vitória do irracional sobre o racional constitui-se em fonte permanente de poesia."
Confrontando as informações do crítico com os contos de Primeiras Estórias, assinale a alternativa INCORRETA.