A Terceira Margem do Rio
[1] Oco de pau que diz:
Eu sou madeira, beira
Boa, dá vau, triztriz
Risca certeira
[5] Meio a meio o rio ri
Silencioso, sério
Nosso pai não diz, diz:
Risca terceira
Água da palavra
[10] Água calada, pura
Água da palavra
Água de rosa dura
Proa da palavra
Duro silêncio, nosso pai
[15] Margem da palavra
Entre as escuras duas
Margens da palavra
Clareira, luz madura
Rosa da palavra
[20] Puro silêncio, nosso pai
Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
[25] O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas
Asa da palavra
[30] Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
[35] Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
[40] Rio, pau enorme, nosso pai
Milton Nascimento e Caetano Veloso) - http://letras.mus.br/caetano-veloso/201521/
Água da palavra
[10] Água calada, pura
Água da palavra
Água de rosa dura
Proa da palavra
Duro silêncio, nosso pai
[15] Margem da palavra
Entre as escuras duas
Margens da palavra
Clareira, luz madura
Rosa da palavra
[20] Puro silêncio, nosso pai
Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
[25] O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas
Asa da palavra
[30] Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
[35] Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
[40] Rio, pau enorme, nosso pai
Milton Nascimento e Caetano Veloso) - http://letras.mus.br/caetano-veloso/201521/
[15] Margem da palavra
Entre as escuras duas
Margens da palavra
Clareira, luz madura
Rosa da palavra
[20] Puro silêncio, nosso pai
Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
[25] O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas
Asa da palavra
[30] Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
[35] Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
[40] Rio, pau enorme, nosso pai
Milton Nascimento e Caetano Veloso) - http://letras.mus.br/caetano-veloso/201521/
Meio a meio o rio ri
Por entre as árvores da vida
O rio riu, ri
Por sob a risca da canoa
[25] O rio riu, ri
O que ninguém jamais olvida
Ouvi, ouvi, ouvi
A voz das águas
Asa da palavra
[30] Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
[35] Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
[40] Rio, pau enorme, nosso pai
Milton Nascimento e Caetano Veloso) - http://letras.mus.br/caetano-veloso/201521/
Asa da palavra
[30] Asa parada agora
Casa da palavra
Onde o silêncio mora
Brasa da palavra
A hora clara, nosso pai
[35] Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
[40] Rio, pau enorme, nosso pai
Milton Nascimento e Caetano Veloso) - http://letras.mus.br/caetano-veloso/201521/
[35] Hora da palavra
Quando não se diz nada
Fora da palavra
Quando mais dentro aflora
Tora da palavra
[40] Rio, pau enorme, nosso pai
Milton Nascimento e Caetano Veloso) - http://letras.mus.br/caetano-veloso/201521/
O poema de Caetano Veloso, musicado por Milton Nascimento, estabelece relações dialógicas com o conto "A Terceira Margem do Rio", de Guimarães Rosa. Assinale a alternativa que apresenta informação INCORRETA sobre os dois ou sobre um dos textos.