Leia o trecho do texto de Vera L. Zoberg para responder às questão.
Perguntar o que é arte pode à primeira vista parecer malicioso, já que seu significado é geralmente tido como ponto pacífico. Mas as sociedades ocidentais modernas vêm testemunhando mudanças tão radicais nas formas e no conteúdo da arte, ou no que excluir dela, que tais questões se insinuam em qualquer análise sociológica da arte. Além do mais, mesmo quando parece haver consenso em torno das formas de arte, são feitas novas reivindicações de inclusão que parecem destinadas a abalar a confiança até mesmo dos observadores mais experientes. Em vez de óleos sobre tela ou esculturas de mármore em museus, eles agora se veem diante de pilhas de tijolos; em vez de melodias criadas segundo escalas e harmonias tradicionais, executadas em auditórios ornamentados por músicos cujos esforços são dirigidos por maestros, de acordo com notações prescritas em partituras, eles se veem diante de “concertos” de praia para os quais os integrantes da plateia são convidados a trazer radinhos portáteis e ligá-los no último volume, numa estação de livre escolha; em vez de danças executadas por mulheres na ponta dos pés com sainhas de tule, ou, independentemente do sexo, numa postura desnatural, os pés virados para fora, eles veem executantes em indescritíveis roupas de ensaio, relaxadamente andando de lá para cá ou gingando feito moleques de rua. A questão, evidentemente, não é frívola, mas também não há muita concordância sobre como respondê-la.
(Para uma sociologia das artes, 2006. Adaptado.)
Em relação à definição de arte, o texto