Texto
Proteção individual versus proteção coletiva
Sergio de Castro Lessa
Fermin Roland Schramm
Historicamente, os programas de
vacinação com cobertura universal ganharam
credibilidade e lograram êxitos com a
eliminação da varíola, a quase erradicação da
[5] poliomielite, e a diminuição da incidência de
doenças tais como a caxumba, sarampo e
catapora. Apesar deste sucesso ser
geralmente interpretado como reflexo do
princípio da imunidade coletiva – o qual
[10] assume que os benefícios das vacinas são
maiores quanto mais indivíduos de uma
comunidade são imunizados – o controle das
doenças nos assim chamados países
desenvolvidos ocorreu devido à melhoria da
[15] condição sanitária, associando higiene e
vacinação e, nos países mais pobres, devido
essencialmente à vacinação em massa.
Com isso, um dos principais desafios
destes países na área da saúde pública tem
[20] sido manter altas taxas de cobertura vacinal
para o controle e a prevenção de epidemias
ou para evitar o ressurgimento daquelas já
controladas, ampliando, cada vez mais, a
responsabilidade do indivíduo pela
[25] manutenção de sua saúde para a proteção
coletiva e, consequentemente, a melhoria da
saúde da população. Neste sentido, como
alertou Schramm, “a saúde não é mais, em
última instância, um direito do cidadão e um
[30] dever do Estado, mas, ao contrário, tornou-se
um dever do cidadão e um direito do Estado”.
Disponível em: https://www.scielo.br/pdf/csc/v20n1/1413- 8123-csc-20-01-00115.pdf/ Acesso em:28 maio 2021. Fragmento.
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