Sempre fez parte da natureza humana proteger a pele contra a queimadura solar por meio do uso de roupas e acessórios ou pela simples não exposição ao sol. Os primeiros relatos científicos sobre a tentativa do uso de agentes fotoprotetores surgem no final do século XIX, com substâncias de efeito bastante limitado. O uso de filtros UVA iniciou-se efetivamente em 1979, mas somente a introdução das partículas inorgânicas de dióxido de titânio, em 1989, e óxido de zinco, em 1992, levou a uma proteção mais efetiva nesta faixa. A proteção contra a radiação UV, em um têxtil, é resultado de inúmeros fatores, dentre os quais, o tipo de fibra, a umidade presente na fibra, a densidade do tecido, a forma como os fios foram tramados (a armação escolhida), a tensão na tecelagem e os pigmentos ou corantes presentes.
Nesse contexto, um material que tem grande destaque na confecção de tecidos com proteção solar são as nanopartículas de dióxido de titânio (TiO2). O TiO2 é conhecido por apresentar uma excelente atividade fotocatalítica, por ser biocompatível, não tóxico, apresentar propriedades antimicrobianas e proteção UV, dentre outras. Grande parte das metodologias propostas para aplicação das nanopartículas de TiO2 estão relacionadas ao método sol-gel, no qual uma solução coloidal é preparada e aplicada no tecido. Um mecanismo proposto para a ligação das fibras com o dióxido de titânio é o estabelecimento de ligação entre o átomo de titânio e os grupos carboxílicos presentes em algumas fibras.
Disponível em: Fonte: http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc384/03−QS−43−15.pdf. Acesso em: 13/02/2017.
Figuras acima representam o tecido com e sem proteção UV, respectivamente.
A respeito do texto e da figura, é possível afirmar que: