Leia o texto e assinale o que se pede a seguir.
Bibliotecas: metamorfose ou morte?
[1] Quando buscávamos um livro, a solução era óbvia: bastava ir à biblioteca, mas rondam tempestades ameaçando essa veneranda instituição. Em poucos anos, caberão em um notebook todos os livros produzidos na história da humanidade (as estimativas flutuam entre 42 milhões e 130 milhões).
[2] Para que biblioteca? Periódicos científicos e muitas outras publicações migram para a sua versão digital, o mesmo acontecendo com os jornais. Diante do www, é risível o tamanho das bibliotecas em papel. E para que bibliotecária, se o Google acha tudo rapidinho?
[3] Diante disso, o que será das bibliotecas? São caras, e seu acervo no Brasil é pífio. Pior, falta-nos o hábito de frequentá-las. Portanto, se definharem, sua falta não será notada.
[4] As bibliotecas podem assegurar o seu lugar no futuro, desde que se transformem. Como depósitos de livros, estão condenadas. Se bem concebidas, serão um lugar aonde vamos sem pensar muito no que faremos lá. Vamos porque nos atraem, porque é bom estar nelas. Para começar, precisam ser supremamente formosas, confortáveis e atraentes. A arquitetura externa tem de dar vontade de entrar. A interna, de ficar.
[5] Na nova biblioteca, salas e auditórios promovem conferências, concertos e exposições. O espaço deve tornarse um lugar de leitura, troca de ideias e interação criativa entre os frequentadores. Enfim, uma usina intelectual, contribuindo para o avanço do país.
[6] A fórmula salvadora já existe e é resumida pela arquiteta americana Maya Lin. Para ela, bibliotecas são os templos de hoje, espaços para reflexão, exploração intelectual e discussão de ideias.
CASTRO, C.M. Bibliotecas: metamorfose ou morte? Veja, 26 ago. 2015, p. 24. (Com adaptações).
De acordo com a organização das ideias e as estruturas linguísticas do texto, é INCORRETO afirmar que