O século XX é mais uma era de ditadores, cuja natureza os historiadores ainda não terminaram de discutir. De crises a revoluções, e de movimentos revolucionários a contrarrevolucionários, o século foi dominado desde 1918 por uma extensão constante do autoritarismo político. A instauração na Europa de regimes autoritários novos entre as duas grandes guerras, ora revolucionários, ora reacionários, mas todos totalitários, nada mais é do que o estopim de um fenômeno secular extremamente vasto.
(BRUNEL, Pierre. Dicionário de mitos literários. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1997. p. 249)
Considere também a frase:
Esperamos que nosso esforço ajude a pôr fim à agressão alemã e abrevie o conflito na Europa.
(Woodrow Wilson ao declarar guerra às potências centrais da Europa. In: FERREIRA, João Paulo M. H. e FERNANDES, Luiz E. O. Nova História Integrada. Campinas, SP: Cia. da Escola, 2005. p. 399)
A propósito do ambiente cultural brasileiro no período entre guerras, o crítico Antonio Candido tece as seguintes considerações:
Depois de 1937 e do golpe que instaurou o Estado Novo, tinha sido suprimida toda a atividade política e houve incremento da perseguição às esquerdas. Logo depois, em 1938, houve também a perseguição aos integralistas. Foi nesse contexto que a revista de cultura Clima acolheu em alguns números colaborações de rapazes de direita, que todavia não escreviam como tais, pois estavam, como nós, mais interessados nos problemas da cultura.
É correto deduzir do texto acima que