“Um período muito citado quando se tenta retratar a evolução histórica da Química diz respeito à Alquimia. Algumas pessoas colocam a Alquimia como início da Química; outros dizem que tratam de coisas diferentes. Se a Alquimia pode ser considerada como parte da Química ou se ela é uma fase anterior a essa, é uma discussão ainda em voga. De qualquer modo, quando buscamos informações sobre o desenvolvimento da Química encontramos referências à Alquimia”... Assim, “durante o Século XVII, o conhecimento químico era ainda fortemente influenciado pelas ideias da Alquimia. Isto fez com que a afirmação da Química como ciência moderna só ocorresse no Século XVIII...”... “Muitos dos cientistas envolvidos no caminho de afirmação da Química como ciência, ao mesmo tempo em que empregavam os procedimentos típicos de uma ciência moderna – experimentação controlada, uso do raciocínio indutivo – continuavam a usar também procedimentos e raciocínios típicos da Alquimia...” Um desses cientistas era um “químico inglês que, influenciado pelo pensamento de Francis Bacon, valorizou o papel da experimentação no estudo dos fenômenos químicos. Em 1661 publicou o livro “The Sceptical Chemist” (O Químico Cético), no qual ataca a Teoria dos Quatro Elementos de Aristóteles e dos Três Princípios de Paracelso. Atacou também as concepções errôneas existentes na época sobre elementos. Embora ele também não fosse capaz de propor um conceito adequado de elemento, já fazia distinção clara entre mistura e composto. Sugeriu também que a matéria é constituída por corpúsculos de diferentes tipos e tamanhos, num conceito próximo que temos hoje sobre átomos”. Este cientista é considerado por alguns como o “pai da Química Moderna”, por seus trabalhos e publicação, é considerado por outros como o “último alquimista”.
Texto parcialmente extraído de Rede São Paulo de Formação Docente - Cursos de Especialização para o quadro do Magistério da SEESP, UNESP
Assinale a alternativa da qual consta o nome do cientista referido no texto: