Leia os textos.
A agricultura, se é que tal nome se pode dar aos trabalhos rurais da província de Goiás, acha-se no maior desprezo e abatimento [...]. Parece que muitos homens aborrecem aquilo mesmo que é a origem de sua existência e principal base de sua sustentação. Inventando pretextos frívolos com que encobrem sua preguiça, clamam que não podem dar saída aos gêneros e andam como múmias mortos de fome.
MATTOS, Raimundo José da Cunha. Agricultura. In: Chrographia historica da Província de Goyaz. Goiânia: Secretaria de Planejamento, 1979. p. 75. [Adaptado].
É que Goiás sobrevivera bem ao ocaso da mineração [...] já eminente desde fins do século XVIII. […] Plantava-se o que se ia comer, beber e vestir. Se algo sobrasse, era para gastar em festas e em coisas suntuárias. […] Nada era urgente ou inadiável, a não ser libertar o tempo para o ócio, para as inumeráveis festas do campo ou do arraial […], para pescarias e caçadas, enfim, numa palavra, para o exercício dos prazeres de uma vida simples.
BERTRAN, Paulo. Prefácio. In: CHAUL, Nasr Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade. Goiânia: Editora da UFG, 1997. p. 15-16. [Adaptado].
É que Goiás sobrevivera bem ao ocaso da mineração [...] já eminente desde fins do século XVIII. […] Plantava-se o que se ia comer, beber e vestir. Se algo sobrasse, era para gastar em festas e em coisas suntuárias. […] Nada era urgente ou inadiável, a não ser libertar o tempo para o ócio, para as inumeráveis festas do campo ou do arraial […], para pescarias e caçadas, enfim, numa palavra, para o exercício dos prazeres de uma vida simples.
BERTRAN, Paulo. Prefácio. In: CHAUL, Nasr Fayad. Caminhos de Goiás: da construção da decadência aos limites da modernidade. Goiânia: Editora da UFG, 1997. p. 15-16. [Adaptado].
Estes textos abordam uma mesma temática, referente ao século XIX goiano, e foram produzidos, respectivamente, em 1824 e 1997. Da comparação entre eles, destaca-se a