Em Alvorada, a prefeitura decretou estado de calamidade pública por causa do problema. Segundo a Corsan, a estação de bombeamento do município foi desligada. Por causa da cheia do Rio Gravataí, o local inundou e, se as máquinas forem ligadas, podem queimar. Os moradores se viram como podem. Água virou artigo caro. "Para tomar banho, estamos buscando galão em Porto Alegre", diz a dona de casa Cintia Cleomara Freitas dos Santos. "Estão cobrando até R$ 40 as bombonas", comenta ela.
(Reportagem do G1 < http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2015/07/mp-do-rs-ira-cobrar-retomada-do-fornecimento-de-agua-em-alvorada.html>)
Por princípio da utilidade, entende-se aquele princípio que aprova ou desaprova cada ação de acordo com a tendência que ela parece ter de aumentar ou diminuir a felicidade da parte cujo interesse está em questão.
(BENTHAM, Jeremy. Uma introdução aos princípios da moral e da legislação. In: FILOSOFIA: textos fundamentais comentados. Baker, Ann e BONJOUR, Laurence. Porto Alegre: Artmed, 2010).
Identifique qual(is) argumento(s) de viés utilitarista poderia(m) ser utilizado(s) para justificar o aumento de preço das bombonas de água.
I. Aumentar os preços de um artigo básico, como água, é imoral, pois apenas reflete a falta de generosidade de algumas pessoas.
II. Não há nada de imoral em aumentar os preços em uma época de crise; pelo contrário, o aumento de preços poderá ajudar os comerciantes locais a se reerguerem, o que, a longo prazo, refletirá uma melhora para o conjunto da população.
III. Aumentar o preço da água neste momento pode até produzir um bem no curto prazo para algumas pessoas; mas, a longo prazo e, além disso, considerados todos os envolvidos, essa medida associada a outros fatores poderá gerar mais pobreza e dificuldade para uma população já castigada.
IV. O acesso à água potável não é um direito fundamental, portanto, não há injustiça alguma em aumentar seu preço.
Está(ão) correta(s)